A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
No ano de 1941, no governo de Getúlio Vargas, era implantado o artigo 54, o qual proibia a prática de esportes pelo público feminino. No contexto atual, quase 80 anos após a proibição, o ano de 2019 tornou-se de grande importância para o futebol feminino, pela divulgação e apoio que essa modalidade recebeu. Nesse contexto, nota-se uma dificuldade na valorização do esporte feminino no Brasil, não só pelo preconceito, mas também pela falta de divulgação.
Em primeiro lugar, atenta-se ao preconceito sofrido pelas mulheres quando o assunto é esportes. Como por exemplo, a jogadora de futebol Marta Vieira, que conta em “Carta para eu mesma quando jovem”, o repúdio que ela recebia da comunidade em que vivia, pelo simples fato de amar o futebol.
Em segundo lugar, a falta de divulgação das modalidades do esporte feminino era uma realidade por conta do pensamento machista herdado dos séculos passados, por exemplo, o Art. 54 (1941) “Às mulheres não permitirá a prática de desporte incompatíveis com a sua natureza”, tempo depois o artigo foi revogado, porém, marcou uma época. Contudo, no ano de 2019, os jornais deram mais atenção ao futebol mulíebre quando a emissora globo exibiu pela primeira vez a copa américa feminina.
Diante do exposto, é evidente que o preconceito na sociedade brasileira cria um efeito em cadeia, levando a má fama do desporte feminino causada pelo pensamento machista dos brasileiros, consequentemente levando à falta de ibope dos jornais e sites. Dessa forma, o Ministério da Educação deve elaborar campanhas conscientizadoras por meio de palestras sobre biografias de mulheres importantes do esporte para que o prejulgamento diminua no Brasil. Tal medida visa assegurar que a realidade de 1941 não venha a se repetir hodiernamente.