A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

Um Caminho para Percorrer e Correr

As pressões atuais no trabalho, o excesso de tempo gasto no trânsito e com aparelhos eletrônicos, a rotina estressante em grande parte da população e, consequentemente, o sedentarismo, têm mostrado a importância do exercício físico na atualidade, especialmente na vida das mulheres, que no geral possuem uma rotina dupla de trabalho, tendo que, muitas vezes, sustentar a família, cuidar da casa e dos filhos.

Especialmente preocupante é que grande parte das mulheres não possui acesso satisfatório à práticas esportivas, seja por falta de tempo ou falta de locais e estruturas adequadas para tanto. E é sabido que o exercício físico é uma atividade essencial para manter o corpo dentro de limites saudáveis, evitando doenças associadas à obesidade, por exemplo.

A falta de representatividade feminina nas competições esportivas é um reflexo dessa realidade brasileira onde, por séculos, as mulheres foram deixadas em segundo plano na sociedade, onde deveriam exercer o papel de dona de casa, mãe e esposa. As conquistas são recentes, como o direito ao voto, a Lei Maria da Penha e a inclusão do feminicídio como crime hediondo. A permissão para prática de atividades esportivas veio apenas em 1979.

Não é difícil perceber que a prática esportiva promove inclusão social e melhora no condicionamento físico. Mas não só. Uma maior valorização da mulher no esporte surte o efeito de romper com muitos esteriótipos e preconceitos, como o de que a mulher é mais fraca, ou de que esportes é coisa de homem.

Assim torna-se essencial uma conscientização dos diversos setores sociais, como a mídia, as escolas, as igrejas, entre outros, quanto à importância da prática esportiva entre as mulheres. E a implantação de políticas públicas que incentivem a prática esportiva entre as mulheres, por que, apesar das conquistas recentes, ainda há muito a percorrer, e correr.