A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

No livro “Utopia”, de 1516, o filósofo Thomas Morus propõe uma sociedade ideal e perfeita. Nela pontua-se a ausência de adversidades e conflitos, modelo que inspira  as civilizações ocidentais. Dessa forma, a valorização do esporte feminino aproxima o Brasil desse lugar utópico. Nesse contexto, cabe reconhecer que o preconceito enraizado na população bem como a falta de investimento e divulgação são determinantes para a compreensão dessa problemática.

Diante desse cenário, cabe salientar que o prejulgamento em relação ao esporte feminino não é um problema hodierno mas vem desde tempos arcaicos. A esse respeito, vale referenciar que na Grécia Antiga, o fato da mulher ser considerada “sexo frágil”, enquanto os esportes seriam para os fortes, ainda reflete na sociedade atual. Nessa perspectiva, a visão de que boa parte da população acredita que os esportes que requerem uma força física, não são direcionados ao público feminino mas sim esportes mais delicados, à exemplo disso, o balé .Tal problemática vai contra os Direitos Humanos que afirma que perante a constituição homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. O que urge mitigação.

Em uma segunda análise, destaca-se a falta de investimentos e simbolismo. À luz dessa ótica, depreende-se que a capitalização e a divulgação por parte da imprensa do Brasil em relação ao desporte feminino não tem sido expressiva. Exemplificando tal conjuntura, segundo o jornal - Estadão Esportes - sobram talentos porém falta investimento, em que vê-se muitas mulheres tentando, mas pouco campo para conseguirem atuar nas bases. Outrossim, é relevante ressaltar que a Globo - principal emissora do país - transmitiu  pela primeira vez no ano de 2019 a copa do mundo feminina revelando assim o descaso da imprensa em relação ao esporte feminino. Assim, são urgentes ações que rompam com esse quadro vigente.

Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas que aproximam o Brasil desse lugar utópico proposto por Morus. Dessarte, o governo, principal órgão detentor de poder,juntamente com o Ministério do Esporte deve criar estrategias que visem facetar o preconceito da população, com palestras e oficinas que mostrem a historia do esporte feminino trabalhando na valorização do desporte nas escolas promovendo eventos com público feminino promovendo a competição saudável. Ademais, é mister que o Estado em parceria com empresas privadas deve incentivar o investimento em novos talentos do esporte, e reservar uma verba para escolas de desporte direcionada ao público mulheril, promovendo eventos para que a mídia possa estar trabalhando na divulgação dessa nova geração de atletas. E com efetiva práticas dessas medidas esse óbice há de ser atenuado.