A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
Na Grécia antiga, homens e mulheres tinham papeis sociais diferentes, sendo esses responsáveis a se dedicar ao militarismo, e estas as atividades do lar. Esse fato descreve o sexismo, atitude baseada na discriminação de gênero, presente no esporte feminino. Nesse contexto, não só faz-se necessário analisar os fatores que impedem a valorização do esporte feminino, mas também propor medidas para combater tal cenário.
Primeiramente, é valido entender que a visão histórica do papel da mulher se fundava na procriação. Paralelo a isso, essas eram privadas de realizarem atividades que eram consideradas bruscas, com o intuito de protege-las e garantir o ato da reprodução. Em resumo, Getúlio Vargas criou um lei que proibia as mulheres de realizarem práticas esportivas, que somente foi abolida em 1979. Logo, é visível a importância de romper com a cultura que predomina sobre o uso do corpo da mulher.
Ademais, outros fatores que impossibilitam o desenvolvimento do esporte feminino são: a ideologia de superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino, que pode ser notada no exemplo da atleta feminina Marta que passou Pelé em relação ao números de gols, mas, entretanto não recebeu a mesma credibilidade como o mesmo. Além da falta de visibilidade, poucas possuem carteiras assinadas, suas contratações são apenas por temporadas e poucos patrocínios. Indubitavelmente, se torna necessário rever a representatividade feminina no esporte.
Em suma, para que ocorra a valorização do esporte feminino no Brasil, é necessário serem promovidas nas escolas: palestras e debates por meio das aulas de história e sociologia, visando a conscientização da liberdade de gênero. Além do órgão legislativo promover novas leis que visem destinar maiores investimentos para a criação de projetos de esportes femininos. Somados a uma maior divulgação da mídia sobre as conquista do esporte feminino, buscando transmitir o reconhecimento das mesmas, a fim de garantir para as mulheres espaço e liberdade para exercer o trabalho esportista no Brasil.