A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 23/05/2020
De acordo com a filósofa Hannah Arendt, “a essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. No entanto, verifica-se uma lacuna nos direitos das mulheres nos esportes, visto que não estão sendo devidamente valorizados no Brasil. Nesse sentido, o problema persiste devido à má influência midiática e ao sistema patriarcal, que não garante tais direitos.
Primeiramente, o silenciamento da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador para a valorização do esporte feminino. Conforme Malala Yousafzai, ativista paquistanesa, a diversidade garante que crianças possam sonhar, sem colocar fronteiras para o futuro e os sonhos delas. Nessa perspectiva, pode-se observar que os grandes veículos de informação não trazem à pauta os jogos femininos, invisibilizando quase metade da população feminina, segundo os Jogos Olímpicos em 2016.
Além disso, há a influência do machismo, a partir do sistema patriarcal como causa do problema. Nesse viés, Clarisse Lispector defende que, “não basta existir, é preciso também pertencer”. Dessa forma, percebe-se um descaso e um preconceito com as mulheres, visto que, segundo divulgação da Seleção Brasileira, a jogadora Marta superou Pelé, mas não foi credibilizada por ser uma mulher. Sendo assim, percebe-se o resultado de um contexto sócio histórico que prejudica esse gênero.
Em vista dos fatos mencionados, é imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao impasse abordado. Posto isso, é mister que o Ministério da Cidadania, com o apoio do MEC, deve criar uma campanha nas redes sociais, por meio da divulgação de atletas femininas e suas conquistas. A fim de reverter o silenciamento midiático e promover tal valorização. Nessa ação, seria pertinente a criação de um movimento representativo, como #SOMOSATLETASFEMININAS, para ganhar alcance. Assim, possivelmente, a essência a que Arendt refere-se seja respeitada.