A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 26/05/2020
Uma das metas da ONU é promover a igualdade de gênero entre homens e mulheres. Desta forma, a organização acredita que as nações alcançará um crescimento sustentável. Entretanto, como em muitas esferas da sociedade, no esporte, tal objetivo ainda não foi alcançado; seja por falta de incentivo ou de recursos.
A priori, a falta de incentivo, na infância e adolescência, contribui para a baixa adesão feminina no esporte. Exempli gratia, segundo uma pesquisa do IBGE, que traz um panorama da saúde escolar, somente 25,4% das meninas, ante 43,9% dos meninos, que frequentam o 9º ano do ensino fundamental, praticam no mínimo 300 minutos de alguma atividade física por semana. Ou seja, sem o estímulo necessário, o esporte continuará sendo coisa de homem.
Do mesmo modo, a desigualdade de salários em relação aos homens torna a injustiça evidente. Segundo um levantamento do portal inglês “Sporting intelligence” o jogador da seleção brasileira, Neymar, ganhou, em 2019, por volta de R$ 215 milhões. Em contrapartida, para o mesmo período, a atleta, também da seleção brasileira de futebol, Marta, ganhou, por volta de R$ 1,49 milhões. Desta forma, o contraste salarial se transmuta em mais uma dificuldade para as esportistas.
Nesse sentido, a fim de prover para as mulheres espaço e benefícios iguais aos dos homens, medidas são necessárias para mitigar o infortúnio. Portanto o ministério da educação poderia incrementar ao currículo nacional básico aulas de educação física, aplicadas pelos professores desta disciplina, que ensinem, efetivamente, as estudantes uma série de esportes, poderia começar com futebol por ser o mais comum no país. Desta maneira, a prática esportiva se tornará mais comum na vida das garotas. Paralelamente, incentivar o patrocínio de clubes e atletas femininas por meio de dedução de imposto de renda, para as empresas que aderirem; ou seja, a economia nos impostos seria um atrativo para aderirem à causa.