A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 08/05/2020
No filme “Boa de briga”, a protagonista Diana Guzman resolveu dirigir toda sua força e raiva para o boxe, mediante todo preconceito e dificuldades, ele prova que é capaz. Sob esse viés, nota-se nos dias hodiernos uma liquidez no que se refere a valorização do esporte feminino. Tendo em vista a desigualdade de gênero e a falta de visibilidade oferecida pela mídia como um desafio no atual cenário brasileiro. Urge, portanto, que medidas sejam implementadas para resolver esse imbróglio.
Em primeiro plano, segundo o relatório “Movimento é vida”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, no país a prática de exercícios físicos por mulheres é 40% inferior aos homens. Analogamente, tal fato, assemelha a desigualdade de gênero que as mulheres enfrentam frequentemente pela sociedade. Essa desproporção tem grandes consequências, pois mesmo ocupando o mesmo cargo, a seleção masculina recebe o salário maior.
Outrossim, é importante atentar-se a negligência da mídia em relação ao esporte feminino. Sob essa ótica, somente no ano de 2019, uma emissora televisiva, Globo, transmitiu pela primeira vez uma Copa do Mundo feminina de futebol, além disso, muitos dos principais campeonatos dos esportes femininos não são transmitidos à população. Tendo em vista que devido a baixa visibilidade que eles recebem a oferta de patrocínios também é reduzida.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar esse impasse. Urge, que o Estado junto do Ministério da Educação e Esportiva, planeje e desenvolva projetos públicos para estimular crianças e adolescentes e realizarem esportes, além de encorajar, por meio das escolas e a mídia fortalecendo a inclusão de gênero. Só assim, incentivaremos as meninas a enfrentarem os desafios e preconceitos como a personagem Diana Guzman.