A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 26/04/2020
Todos os dias, o sexo feminino luta por seus direitos em várias situações do cotidiano,como no trabalho e momentos de lazer,na busca pela total igualdade entre os gêneros. Nesse contexto,a valorização da mulher nos esportes,apesar de sua crescente participação nos jogos,ainda é precária por conta do preconceito e também pela falta de investimentos nas seleções femininas.
Ainda hoje,o preconceito contra as mulheres é muito grave e nos esportes,isso não é diferente. Isso é mostrado,por exemplo,pelo depoimento da “árbitra” Jéssika Cheverria,o qual ela diz que em um jogo de futebol,um dos jogadores mandou ela “ir lavar uma louça”,um ato extremamente preconceituoso. Muitos ainda têm esse pensamento patriarcal,característico da sociedade do período colonial no Brasil,no qual o “poder” é centrado no homem e a mulher é submissa a ele e serve apenas para cuidar da casa e dos filhos,o que é algo inaceitável de se pensar. Ou seja,o preconceito contra o gênero feminino não é algo que surgiu atualmente,mas infelizmente é ainda muito presente nas sociedades nos dias de hoje e principalmente nos esportes.
Além disso,vê-se que o investimento no esporte feminino é muito menor do que no masculino. Por exemplo,o salário do jogador de futebol Neymar é,em média,14,5 milhões de dólares por ano,enquanto o da jogadora Marta,não passa dos 500 mil. Ademais,nas televisões brasileiras,é muito mais comum assistir esportes com seleções masculinas nos canais abertos e encontrar os jogos da seleção feminina em muito menor quantidade e apenas em canais “fechados”,o que também ilustra que a falta de investimento em “fazer propaganda” para os esportes com as mulheres é grave. Com isso,é fácil tachar as seleções femininas de “fracas”,“ruins”,mas sem apoio político e econômico,nenhum time é valorizado e completo e esses tipos de pensamentos errados ainda estarão presentes na opinião de muitos,algo que precisa cada vez mais ser mudado.
Portanto,a valorização da mulher no esporte ainda é insatisfatória devido não só ao grande preconceito contra o sexo feminino,que ainda é presenciado em várias situações do cotidiano,mas também pela falta de inserção das mulheres e investimentos nos times,treinamentos e divulgação. Para amenizar esse problema,o Ministério da Cidadania,no qual o do Esporte está incorporado,deve seguir o 5° artigo da Constituição brasileira, que diz “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações” e investir da mesma forma em ambas seleções,femininas e masculinas,em todos os esportes. Além disso,os canais televisos “abertos” precisam introduzir mais os jogos das mullheres em suas programações,incentivando sua divulgação e aprimorando,desde cedo na formação das pessoas,a valorização dos esportes com times femininos.