A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 04/04/2020

Em 776 a.c, foram encontrados os primeiros registros dos Jogos Olímpicos ocorridos na Grécia Antiga, em Atenas, no qual as mulheres eram privadas de participar ativa, como competidoras, e passivamente, como espectadoras. Essa proibição, tinha como justificativa que os esportes ali presentes, eram para os fortes, impondo que a mulher, seja considerada “sexo frágil”. Esse equívoco, que por sua vez acaba menosprezando a mulher, ainda é inserido na sociedade atual, como no esporte, por exemplo.

O preconceito no esporte feminino, já gerou a criação de um Decreto-lei n°3199, de abril de 1941, durante a Era Vargas, que proibiu durante 38 anos, mulheres a praticar de desportos, que para crenças tradicionais existentes, eram incompatíveis com as condições de sua natureza. No entanto, fica explícito que houve um enraizamento de uma cultura desigual de gênero, entretanto no esporte, que é refletido atualmente.

A discrepância na equidade de gênero no esporte, pode ser ressaltada na questão da visibilidade, acarretando a ausência de patrocínio, que gera a falta de investimento nas atletas. Ao compararmos os salários de jogadores e jogadoras, isso fica evidente. Uma vez que, em um levantamento feito pela revista “France Football”, que mostrou que a soma dos cinco salários mais altos do futebol feminino, totaliza R$ 7,7 milhões, mas isso não é sequer um décimo do quinto jogador mais bem pago, Gareth Bale, cerca de R$ 175 milhões.

Ademais, há também uma disparidade no âmbito dos cargos esportivos da gestão, como treinadoras, técnicas e árbitras. “Eu não confiaria. O que as mulheres sabem de impedimento?”, essa frase foi dita pelo comentarista Andy Gray, em um diálogo com o narrador Richard Keys, ambos da Sky Sports, da Inglaterra, que ocorreu no dia 22 de janeiro de 2011, antes da transmissão do jogo entre Wolverhampton e Liverpool, pelo Campeonato Inglês. Eles estavam se referindo a Sian Massey, que iria “bandeirar” a partida. Sem saber que o microfone estava aberto, foram flagrados e o vídeo do diálogo vazou na internet, mostrando que nesses cargos, da mesma forma há uma discriminação.

Portanto, urge que o estado, em parceria com o Ministério da Educação, crie projetos para a maior valorização da mulher nos meios esportivos, por meio de debates e palestras que tratem sobre essa inclusão, com o objetivo de fornecer uma notoriedade a esta causa, fazendo os alunos refletirem sobre. Somente assim,priorizando o tema nas escolas, podemos enraizar uma nova cultura, pregando a igualdade de gênero, mas não somente no esporte.