A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 03/04/2020

A valorização do esporte feminino no Brasil não é muito grande. Mesmo que a presença das mulheres venha aumentando cada vez mais, elas sofrem muito com preconceito, apoio, desigualdade salarial e a visibilidade e credibilidade delas são colocadas diariamente em debate apenas pelo seu gênero.

Um bom exemplo é a jogadora Marta, ela em dezembro de 2015 passou o Pelé com 98 gols, e se tornou a maior artilheira da Seleção Brasileira, e mesmo assim não tem tanta assistência quanto os homens no futebol. Marta ganha 340 mil por temporada, enquanto Neymar, por exemplo, recebe 396 milhões. Com isso ela ganha 0,3% do recebimento anual do jogador, bem menos de 1%.

Na primeira edição dos jogos, houve uma proibição por lei, que impedia as mulheres de participarem. Barão de Coubertin, entendia que elas poderiam vulgarizar o espetáculo esportivo, isso fez com que as mulheres pudessem somente assistir aos jogos, e em vários momentos elas mentiam seu gênero para poder competir. A proibição só foi abolida em 1979.

Quarentena anos depois da permissão, o futebol feminino deu um passo ousado no Brasil: a partir de 2019, todos os clubes da série A do campeonato brasileiro são obrigados pela CBF, a terem uma equipe feminina adulta e uma de base, que disputem ao menos um campeonato oficial.

Uma das discussões que tem é que as mulheres precisam ser mais feministas para atrair mais público e patrocínio, e a professora que participou do vídeo Dimensão Olímpica diz “isso é um absurdo! O que importa é o jogo.”.

Para acabar com a desigualdade no esporte feminino comparado ao masculino, deverá ser modificado o procedimento de avaliação, para prevenir desvantagens estruturais, e também, estabelecer a igualdade de gênero como um norte estratégico para a organização. Com isso, todos sairão ganhando.