A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 03/04/2020

No mundo todo, mulheres sofrem desrespeito e são desvalorizadas simplesmente por conta de seu gênero e no esporte não é diferente. Infelizmente, grande parte dos homens -e até mesmo algumas mulheres- continuam com um pensamento retrógrado de que “esporte não é coisa de mulher”. Esse absurdo vem da Grécia Antiga, quando diziam que as mulheres não tinham condições físicas para a prática esportiva.

Segundo o relatório “Movimento é Vida”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a prática de exercícios por mulheres no país é 40% inferior ao dos homens -o que simboliza a grande desigualdade entre gêneros no esporte no Brasil. Um exemplo comum em que há a diferença de tratamento social é em aulas escolares de educação física: separa-se os times entre meninas e meninos e quando eles jogam juntos, os meninos monopolizam o campo.

Para tentar reverter essa situação, a jogadora brasileira Marta criou uma campanha chamada Go Equal, a qual defende a igualdade entre gêneros no esporte. O movimento criado pela jogadora vem de uma dura realidade: Marta, eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, tem um salário anual 175 vezes menor se comprado ao do jogador brasileiro Neymar, que apesar de ser um grande jogador nunca foi eleito o melhor do mundo. Marta está sem patrocinador de material esportivo no momento. Contudo, a jogadora veste em seus pés uma chuteira preta, sem marca e com duas faixas degradê de rosa à azul no local em que deveria conter a logo, simbolizando a luta das mulheres pela equidade salarial.

Nas Olimpíadas de 2016 -realizadas no Rio de Janeiro-, foi registrado o maior número de mulheres no esporte da história. Foi somado que 45% dos participantes eram mulheres, o que significa que  a participação de mulheres nos esportes está aumentando, porém vagarosamente.

Em julho de 2019, a SONAFE (Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física) criou a campanha “#HeForShe” , a qual defende a igualdade entre gêneros e os direitos das mulheres. Muitos admiradores dessa campanha começaram a mandar fotos, vídeos e mensagens de incentivo e apoio à participação das mulheres nos esportes e na fisioterapia esportiva.

As melhores soluções para aumentar o número de mulheres no esporte seriam: se os governos criassem políticas públicas voltadas ao incentivo de participação do gênero feminino em atividades esportivas, a união das mulheres para combater esse estereótipo e a educação desde cedo em crianças para que aprendam sobre a igualdade social e entre gêneros.