A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 03/04/2020

Os primeiros registros das práticas de esportes foram realizados no Egito antigo. Desde então, até meados do século XIX, a prática dos desportes era permitida somente para homens, pois, além de ser tratado como algo político era tido como muito agressivo para as mulheres, já que eram vistas tendo um corpo mais frágil e que deveriam ser cautelosas, para que pudessem cuidar de seus filhos e servir aos seus maridos. O que já era muito questionado pelas mulheres, pois elas diziam ter a mesma capacidade dos homens.

Mesmo com a lenta mudança, alguns pensamentos se perpetuaram. O sexo feminino continuou a ser julgado como inferior, as mulheres ainda sim eram privadas e silenciadas em muitos momentos. Um exemplo dessa repressão se deu na época da ditadura militar no Brasil (1964 - 1985), onde haviam leis dizendo que às mulheres, a prática de desportos incompatíveis com suas condições de natureza, não eram permitidas.

Dessa forma é visível como a opressão feminina atual é resultado de um processo cultural, assim, por mais que o feminismo tenha crescido muito nos últimos anos, a desigualdade de gênero é muito grande e quase não se é dado visibilidade às mulheres no âmbito esportivo. Posto que segundo uma pesquisa feita pelo PNDU (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), se têm 40% a menos de mulheres do que homens exercendo os esportes.

Além disso, por conta se ter uma falta de interesse dos espectadores, não só, mas também, colabora para haja uma falta de patrocínios das jogadoras, que diferente dos jogadores, têm apenas 1%. O que dificulta ainda mais a participação de campeonatos e torneios, para que possam ser reconhecidas.

Logo os canais esportivos e a mídia poderiam transmitir mais jogos femininos e discutir mais sobre o assunto, para que o abito de assisti-las seja incentivado, afim de desconstruir a ideia de que o esporte é algo para homens.