A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 23/04/2020

No que se refere a esporte feminino há uma extrema desvalorização não só no Brasil, mas no mundo. Dentre outros fatores, destaca-se a erotização do corpo feminino e a falta de investimentos, o qual se vê quase que impossibilitando a prática de esportes de alto rendimento pelas mulheres, enquanto no futebol masculino um time fatura em média US$ 5,3 milhões por campeonato, no feminino é infinitamente menor, uma média de US$ 20 mil por campeonato.

Embora nas Olimpíadas de Londres a delegação Brasileira ter sido composta por 47,47% de mulheres, o qual foi o maior percentual dentre todas as participações do Brasil em Olimpíadas, verifica-se que os recursos destinados para incentivos, patrocínios, salários e premiações são bem menores quando comparado ao esporte masculino. Isso deve-se muito ao Decreto-Lei nº 3199 de 1941, o qual perdurou até 1979, que em um de seus artigos proibia as mulheres de participarem de algumas modalidades esportivas tais como o futebol, polo, polo aquático, beisebol, entre outros.       Outro fator existente é a objetificação do corpo feminino e a erotização no modo de se referir às atletas, o qual destaca-se normalmente suas caraterísticas físicas e estéticas, e não as capacidades técnicas, táticas e seus méritos esportivos. Além da crença existente que alguns esportes acabam de alguma forma “masculinizando” a mulher. Por exemplo, na primeira edição dos Jogos Olímpicos em 1896, não houve a participação de atletas femininas com a justificativa de que a prática não era adequada para a sua própria natureza frágil. Em virtude do que foi mencionado, percebe-se que o esporte feminino não recebe a devida valorização e atenção, visto que as mulheres ainda sofrem com a erotização de seus corpos e com a falta de investimentos.

Portanto, faz-se necessário que o Governo, por meio dos Ministérios da Cidadania e Educação, invista em campanhas de incentivo ao esporte feminino, melhoria na estrutura de escolas para que cada vez mais crianças e adolescentes possam ser inseridos no esporte.