A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 13/03/2020
Desde a luta pelo direito ao voto das mulheres, aproximadamente no século XIX, que foi uma das primeiras lutas de âmbito feminista, as mulheres buscam se igualar aos homens. Porém essa não é uma luta fácil, com obstáculos e desafios diários, como andar na rua e ser assediada por um homem, até a luta por um salário justo e igual entre os gêneros. Um outro exemplo desses obstáculos, é a dificuldade das mulheres atletas em se inserirem no mundo dos esportes.
Em comparação aos esportes praticados por homens, os praticados pelas mulheres são muito pouco valorizados. Não é muito noticiado e comentado nas mídias e não recebe o patrocínio devido. Isso ocorre por causa da crença de que os corpos das mulheres são mais frágeis e sensíveis do que dos homens, e que tem como única função gerar a vida. Por isso muitas atividades realizadas majoritariamente por homens são consideradas inadequadas para mulheres, como por exemplo o esporte.
Antigamente, na primeira metade do século XIX, as mulheres eram consideradas também incapazes intelectualmente, sendo que não há nada comprovado cientificamente que mulheres tenham alguma dificuldade ou disfunção em relação aos homens, seja física ou psicologica. No filme Mary Shelley, por exemplo, a protagonista Mary, escreve um livro, mas é proibida de publica-lo como sendo seu, e portanto o livro é lançado em anonimato, pois ninguém acredita que uma mulher seja capaz de tal feito.
Portanto a pouca valorização do esporte feminino se trata de um tabu, que precisa ser desconstruído imediatamente pela sociedade brasileira. Contudo o Ministério da Cidadania deve insentivar por meio de campanhas e propagandas a ingressão das mulheres no mundo dos esportes. Escolas públicas e privadas devem começar desde cedo, incentivar meninas a praticarem todos os tipos de esportes, especialmente os considerados esportes mais ´´masculinos``, como futebol e luta. Além disso, a mídia deve exaltar e noticiar mais os esportes e as atletas femininas, pois elas merecem destaque só pela coragem de estarem lutando para serem vistas.