A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 12/03/2020

O sistema patriarcal incute uma divisão de brincadeiras, entre os meninos e as meninas. A maioria dos esportes são classificados como algo para os meninos. Dessa forma as mulheres se sentem desde cedo desencorajadas a praticar esportes, já que não sentem que pertencem a esse espaço dominado por homens.

Decerto essa visão atual na qual os esportes são algo principalmente para homens não surge somente de uma separação sem motivo de brincadeiras de meninos e meninas. Vem de história  com muitos elementos machistas, tal como a lei que proibia mulheres de jogarem futebol. Contudo, mesmo que atualmente as mulheres não sejam mais proibidas de praticarem nenhum esporte, ainda há uma exclusão delas nessa prática. Desde a infância, nas aulas de educação física, muitas garotas não se sentem a vontade de praticar esportes, por medo de serem rechaçadas pelos colegas e por não se sentirem pertencentes a esse espaço tão masculino.

Segundo reportagem, publicada pela ONU- Organização das Nações Unidas em 2016, a participação feminina nas Olimpíadas chegava a quase 50%, entretanto ainda há uma defasagem da participação feminina em cargos de administração em instituições esportivas.

Para que haja a valorização feminina no esporte, grandes times femininos, por exemplo times de futebol, devem contratar treinadoras para coordenar times femininos, assim realmente estarão valorizando o esporte feminino, será feminino como um todo e não um time feminino comandado por um homem. O MEC- Ministério da Educação também deve tomar providências, capacitando professores de educação física a fazerem atividades que incluam as meninas, criando um ambiente confortável para garotas não sentirem vergonha de praticarem esportes, dessa forma mais meninas passarão a praticar esportes. A própria população ao assistir aos jogos de seleções femininas estará apoiando e valorizando o esporte feminino.