A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 23/12/2019
O esporte é uma atividade de lazer capaz de unir o mundo inteiro. A Copa do Mundo, por exemplo, reafirma isso a cada edição. No entanto, nem tudo é tão bom quanto parece. O sentido de união se desfaz quando se depara com o patriarcado machista, que infelizmente ainda serve de alicerce para as sociedades atuais. Portanto, como se dá a luta das mulheres perante o preconceito histórico a fim de garantir a valorização no setor esportivo brasileiro?
O patriarcado é bastante presente na sociedade brasileira. Não é a toa que as mulheres ganham 20,5% a menos que os homens, segundo o IBGE em 2019. Logo, a mulher ainda é vista numa hierarquia inferior em diversos quesitos. Seria estranho pensar que o esporte fosse uma exceção. Nesse contexto, nota-se que não foi por acaso, o protesto realizado pela atacante Marta na Copa do Mundo Feminina deste ano. Onde foi mostrado pela Veja, a entrada da artilheira em campo sem nenhum patrocínio em sua vestimenta. Além da mensagem “Go Equal” em sua chuteira, preta.
Apesar disso, existem vitórias femininas além dos estádios para comemorar. A Copa Mundial Feminina de 2019 foi a mais vista da história segundo a FIFA, alcançando um total de 1 bilhão de pessoas. Na América do Sul, houve um aumento de 560% de audiência. No Brasil, o evento foi transmitido pela primeira vez na TV aberta. A audiência chegou a superar a versão masculina, se compararmos, por exemplo, o jogo feminino Brasil x França com a abertura do mundia masculino de 2010. Com 32 e 22 pontos, respectivamente, de acordo com o IBOPE.
Portanto, mesmo com tantos acertos, a igualdade pretendida por Marta ainda está longe de se realizar. Porém, caso fosse aprovada via Congresso Nacional, um programa onde empresas que patrocinassem seleções femininas em qualquer âmbito, obtivessem isenção fiscal. Muitos clubes teriam condições de agregar mais candidatas e estas teriam um bom suporte. Consequentemente, um melhor desempenho e valorização.