A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 24/12/2019
Marie Curie, ganhadora do prêmio Nobel, ou até mesmo a primeira presidente brasileira, Dilma Rousseff, são grandes nomes femininos que entraram na história e conquistaram um espaço a mais na sociedade. No entanto ainda há muitos obstáculos para as mulheres vencerem. No esporte, até agora, são minoria e vítimas de preconceito. Logo, vale analisar fatores que impedem a valorização do esporte feminino para, assim, superá-los,
Embora a Constituição Brasileira de 1888 afirme que todos são iguais perante a lei, é vergonhoso visualizar publicações - principalmente, após, pela primeira vez, o amistoso da seleção feminina ter sido transmitida em TV aberta, em 2019 - deploráveis pedindo para as jogadoras pararem de brincar e irem lavar as louças. Patrocínio, salário e até mesmo o público precários deveria ser o adjetivo para caracterizar o espaço da mulher no esporte. Dessa forma, combater essa desvalorização significa lutar pelos direitos iguais.
Outrossim, é preciso ressaltar os valores sociais que foram construídos no Brasil. Segundo Pierre Bourdieu, em sua teoria ‘‘Habitus’’, as estruturas sociais são incorporadas durante o processo de socialização, fazendo com que os comportamentos de uma determinada época sejam naturalizados pela sociedade e, consequentemente, reproduzidos ao longo das gerações. Destarte, para reverter esse cenário é necessário desconstruir discursos machistas seculares.
Fica, portanto, evidente a importância de destruir essas estruturas da nação brasileira. Urge que o Ministério da Educação, juntamente com a mídia, trate o assunto de forma responsável e social. Para tanto, as instituições de ensino, tanto da esfera pública quanto privada, devem realizar palestras, debates, workshops sobre a necessidade da mulher no esporte para que os alunos não neutralizem aspectos machistas sobre esse assunto. Além disso, a mídia deve promover mais propagandas sobre as jogadores a fim de incentivar e inspirar outras mulheres. Com efeito, tornar-se-à possível que outros nomes femininos conquistem cada vez mais espaço na sociedade, ainda que há passos lentos.