A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 26/10/2019

As Olimpíadas surgiram na Grécia Antiga e tinham como objetivo a participação esportiva do homem, para honrar os deuses da Mitologia Grega. Nas Guerras Mundiais, o homem era representado como força bruta que protegia o país. Nas primeiras eleições brasileiras, os votos eram permitidos apenas aos homens. Todos esses e mais outros fatores influenciaram na predominância masculina em algumas culturas atuais, como os esportes, em que poucos possuem mulheres. A partir disso, vê-se que o domínio patriarcal e a falta de representatividade feminina no esporte resultam no dificultamento do ingresso feminino aos esportes e influenciamento na formação da personalidade individual.

A priori, é notório que a imagem do homem prevaleceu acima da feminina em parte da história da humanidade. Consequentemente, essa soberania enraizada fez com que a sociedade a aceitasse e a tornasse fixa, ao manter sempre o homem como figura única do esporte, o que configura um receio às garotas para adentrarem em alguma modalidade atlética. Segundo o filósofo Karl Marx, na teoria da da Luta de Classes, uma faixa da população é oprimida por outra em razão de um aspecto. Nesse sentido, as mulheres criam uma repulsa ao esporte, pois quem domina essa área são os machos, e deixam de adentrar no ramo esportivo pela falta de familiaridade e representatividade do mesmo gênero.

Além disso, deve-se inferir que o homem é frequentemente representado como único símbolo de poderio físico na mídia digital, sem dar o mesmo espaço para a mulher, pois esta gera menos alcance de telespectadores. Nesse sentido, ao enxergarem o homem diretamente correlacionado com a imagem esportiva, as jovens e adolescentes absorvem um aspecto negativo, que pode causar ansiedade e inclusão, afetando diretamente sua formação de identidade. Bem como apontado pelo psicanalista Erik Erikson, a personalidade é formada principalmente na adolescência, repleta de problemas, dos quais, dependendo do modo como são resolvidos, influenciam positivamente ou negativamente na formação individual.

Portanto, para que as mulheres tenham as mesmas chances que os homens e não sofram pelo predomínio masculino na mídia, medidas devem ser tomadas. Acima de tudo, a sociedade, pelas redes sociais e televisões, que são os maiores portais de acesso à informação da atualidade, necessitam espalhar notícias e eventos de esporte feminino, a fim de mostrar para as pessoas que há relevância no assunto. Bem como ocorreu neste ano, quando os usuários do Twitter conseguiram subir a hashtag “Guerreiras do Brasil” e movimentaram milhares de acessos às transmissões da Copa do Mundo de Futebol Feminina, de modo a gerar mais valor ao esporte feminino. Deste modo, o esporte será alcançável a todos e as atletas brasileiras terão suas devidas representatividades no cenário nacional.