A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 27/10/2019
Mesmo que as mulheres estejam conquistando espaços cada vez maiores em vários ramos da sociedade brasileira, percebe-se que ainda existem setores sociais que apresentam uma resistência à inclusão feminina. Esse é o caso do esporte, um ambiente que durante muito tempo foi proibido para as mulheres e que, ainda hoje, julga a capacidade e o mérito de participação desse grupo. Com base nisso, percebe-se que o esporte feminino no Brasil ainda é pouco valorizado e é obrigado a crescer com quase nenhum apoio.
Em primeiro lugar, é necessário apontar que um dos motivos para a baixa valorização do esporte feminino no Brasil se encontra no preconceito. O ambiente esportivo foi criado e desenvolvido sob as mesmas bases patriarcais existentes na sociedade e instituiu uma cultura que associa o conceito de esporte à masculinidade. Com isso, se desenvolveu uma visão perpetuada até hoje de que atividades esportivas não devem ser praticadas por mulheres.
Além disso, o esporte feminino sofre com a falta de incentivos eficientes do governo. O artigo 217 da Constituição Federal de 1988, define como obrigação do Estado o dever de incentivar a pratica esportiva no país. Com base nisso, diante das dificuldades sociais e financeiras enfrentadas pelo esporte feminino, percebe-se que o governo brasileiro não tem cumprido o seu papel de oferecer incentivos para o reconhecimento do espaço das mulheres no esporte.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Com base nisso, é papel do Ministério da Cidadania oferecer incentivos fiscais para empresas que patrocinam atletas ou equipes femininas. Isso seria feito, com o objetivo de melhorar a estrutura dos centros de treinamento de atletas profissionais, aumentando o seu rendimento em competições. Com isso, teríamos o aumento do número de mulheres influentes no ramo do esporte que serviriam como inspiração para o desenvolvimento e a valorização do esporte feminino amador e profissional no Brasil.