A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 23/10/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a precária condição ofertada ao esporte feminino no Brasil verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrisecamente ligada à realidade do país. Nesse contexto, torna-se clara a insuficiência de políticas públicas e o preconceito enraizado na sociedade patriarcal.
É indubitável que a questão constitucional e suas aplicações estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais em qualificação profissional e no melhor suporte físico para o esporte feminino, medidas que tornaria o ambiente esportivo mais inclusivo para as mulheres, e, devido a falta de administração e fiscalização por parte de algumas gestões isso não é firmado.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o preconceito da sociedade que ainda é agente ativo na segregação do público feminino frente à federação. Um exemplo disso, foi a primeira copa do mundo de futebol feminino ocorrida em 1991, quase 60 anos depois da primeira copa masculina. Seguindo essa linha de raciocínio, o historiador Nicolau Maquiável sustenta a ideia que os preconceitos têm mais raízes do que princípios. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para transpor barreiras à construção de um futuro igualitário e promissor.
Portanto, o Governo em parceria com o Ministério do Esporte (ME), deve financiar projetos esportivos nas escolas com o apoio de professores especializados no treinamento físico, por meio de verbas governamentais, com a finalidade de capacitar meninas e meninos de uma forma igulitária entre gêneros sem nenhuma distinção, a fim de que o tecido social brasileiro se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.
Título: Tabu de sombras