A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 10/10/2019
O esporte feminino no Brasil durante muitos anos foi esquecido pela maior parte da sociedade, porem nos últimos anos ele esta sendo valorizado, mesmo assim o preconceito contra as atletas e profissionais da área ainda é muito presente. E mesmo com o grande número de feitos e conquistas de atletas, a visibilidade e credibilidade delas é colocado diariamente em debate apenas pelo seu gênero. Assim, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Convém ressaltar, a princípio, o estabelecimento das redes sociais e suas contribuições para a continuidade da problemática. Quanto a esse fator, é válido considerar a alta capacidade publicitária da web - possibilitadora de comentários inadequados. Sob esses aspectos, a socióloga Nathália Ziê, explica que por muito tempo as mulheres foram destinadas ao espaço privado e aos poucos e duras penas estão alcançando espaços públicos, como o direito de votar, de competir. Isso se dá pelo esforço das mulheres. Na história do esporte no Brasil, em vários momentos as mulheres precisaram mentir sobre seu gênero para competir. Já houve lei que proibia mulheres de jogar futebol. Isso tem a ver com a nossa cultura.
Um bom exemplo é o da jogadora Marta. Em dezembro de 2015, Marta passou Pelé e se tornou a maior artilheira da Seleção Brasileira, com 98 gols. O rei possui 95 gols em 114 jogos com a camisa amarela. Mesmo assim, não só a atacante como todas as meninas do futebol feminino sofrem com a falta de, entre outros fatores, visibilidade, patrocínio, apoio e o preconceito.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne a sociedade absorver e olhar para essas mulheres de modo diferente e legitimando suas participações no espaço do esporte, independente da modalidade. Dessa maneira, o Brasil poderá garantir a igualdade entre homens e mulheres.