A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 11/10/2019

Durante o período do Estado Novo, Getúlio Vargas, em busca de construir a identidade cultural do país, fez inúmeros investimentos no futebol brasileiro, transformando o Brasil no país do futebol. Entretanto, Vargas proibiu as mulheres de praticarem esse e demais esportes, dando forças a uma intolerância que é vista no mundo hodierno. O esporte feminino brasileiro ainda passa por uma exclusão no meio esportivo e social devido aos poucos patrocínios, falta de reconhecimento e escassa transmissão e divulgação de suas conquistas. Desse modo, faz-se mister a alteração desse quadro.

A princípio, é imperioso ratificar que a Magna Carta, em seu artigo 5° declara que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Assim, nota-se que a exclusão de mulheres no cenário esportivo não é mais uma questão legislativa, como na Era Vargas, e sim, social. Mesmo que a melhor jogadora de futebol do mundo pertença a seleção brasileira, a Copa do Mundo feminina só foi transmitida pela primeira vez na maior emissora da TV aberta do Brasil neste ano.

Outrossim, é imperativo salientar a importância dos movimentos sociais que lutaram pelos direitos das mulheres, como o movimento feminista. Estes, levaram-nas a conquista de lugares em competições como as olimpíadas, que, desde a Grécia Antiga, era constituída apenas por homens. Segundo a ONU Mulheres, em 2016 quase 50% do total de atletas nos Jogos Olímpicos eram do gênero feminino. Logo, fica claro que mesmo com as dificuldades a mais para conseguirem seu lugar no esporte, as mulheres vem sendo grande parte das disputas.

Depreende-se, portanto, a necessidade de valorizar o esporte feminino no Brasil. Para tanto, cabe a mídia - principal formadora de opinião - transmitir com mais frequência os esportes praticados pelas mulheres nas grandes emissoras da televisão aberta ou em plataformas onlines. Ademais, cabe ao Ministério da Educação - responsável pela formação civil -, em parceria com a Secretaria Especial do Esporte, a realização de pequenas olimpíadas estudantis voltadas ao público feminino e masculino, com o objetivo de incentivar a inclusão e a prática entre as meninas desde a tenra idade.