A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 04/10/2019
Na Grécia Antiga, berço da civilização ocidental, a mulher encontrava-se em segundo plano; como apenas para reprodução. Contudo após dois milênios, em 1941 no Brasil, ainda havia resquício de tal pensamento arcaico; no governo Getúlio Vargas leis restringiam algumas esferas ao público masculino, a exemplo o futebol. Assim, a visibilidade e a participação feminina nos esportes na era “pós-moderna” defronta-se ao preconceito e descaso brasileiro.
Sob esse viés, o pensamento histórico vinculado à ignorância dificulta que atletas brasileiras apresentem a mesma perspectiva ou status que os homens. Como ilustração, a lutadora Amanda Nunes tornou-se a primeira mulher campeã de duas categorias do UFC em dezembro de 2018 o que superou o renomado “Spider”. Todavia, devido ao patriarcalismo enraizado no país Amanda não tornou-se notícia em jornais conservadores. Tal fato comprova que ações engajadoras são voltadas para o esporte masculino.
Nesse contexto, atrelado ao capitalismo, o esporte feminino no Brasil carece de patrocínios devido à ausência de crédito e visibilidade. Em decorrência disso, há disparidades nos salários entre atletas masculinos e femininas. De acordo com a Revista France Football, o ganho anual de Marta, artilheira da seleção, representa três meses de trabalho de Borja no Palmeiras, uma comparação esdrúxula pois a atleta superou o título do “Rei Pelé” em 2015. Logo, a escassez de apoio moral e financeiro ao público feminino compromete a integridade da mulher na sociedade brasileira.
Portanto, torna-se evidente que o descaso com as situações expostas é responsável pela discriminação de gênero e seus efeitos. Em razão disso, o Governo em consonância ao Ministério da Educação necessita instituir aulas didáticas sobre o respeito à mulher e o seu incentivo ao esporte. Além disso, “digitais influencer” devem debater o tema em suas redes sociais apoiando a causa. Assim, os costumes da Grécia Antiga estará presente apenas nos livros de história.