A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 21/09/2019
Na Grécia Antiga, as mulheres eram proibidas de participarem das competições olímpicas. Hoje, é ampla a presença feminina nos esportes, como a Marta, no futebol brasileiro. Todavia, o Brasil ainda enfrenta dificuldades com a inclusão feminina no esporte, causada pela desigualdade salarial e pelo preconceito.
Primeiramente, vale pontuar a disparidade de salários entre homens e mulheres no esporte brasileiro. A futebolista brasileira Marta, embora seja a maior artilheira da seleção, ganha cerca de 1% do rendimento anual do jogador Neymar, segundo o jornal O Globo. Esse problema é um desincentivo ao ingresso de novas garotas no esporte, cuja visibilidade não é devida por conta do preconceito.
Deste modo, o machismo é o principal causador das dificuldades que o esporte feminino enfrenta. O filme americano A Guerra dos Sexos apresenta uma história real de um grupo de mulheres que, na década de 70, lutaram por espaço dentro do tênis que, a priori, era dominado por homens. A ideia arcaica de que o esporte é sinônimo de masculinidade e virilidade, faz com que a sociedade rejeite a ideia de mulheres atletas. Isso resulta no baixo investimento às seleções e na falta de oportunidades no ingresso de garotas no esporte no país.
Por conseguinte, apesar do avanço feminino no âmbito esportivo, ainda há melhorias. É papel do Ministério do Esporte, junto ao Ministério da Educação, promoverem em escolas programas de descoberta de talentos esportivos voltado para meninas a fim de proporcionar incentivo desde a infância. Também, cabe às confederações brasileiras desportivas, buscarem patrocínios e investimentos às seleções femininas, buscando equiparar os salários e dando maior visibilidade à sociedade, através de transmissões de jogos na televisão aberta e em outros meios de veiculação. Assim, além de melhorias no esporte, essas medidas contribuirão para o avanço da igualdade de gênero no país.