A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 02/09/2019

Maria Esther Bueno foi umas das mais notórias tenistas mundiais, apesar de todo sexismo, seguiu completamente a sua vontade de praticar o tênis, e contrariou a vontade de seu pai que a incentivava a praticar balé. Por consequência, Maria Bueno se tornou uma das melhores tenistas do mundo e eleita a maior tenista, entre homens e mulheres, brasileira. Contudo, no Brasil é evidente que o machismo impede uma maior valorização do esporte feminino, fato que monopoliza a prática de certas atividades por homens . Além disso, a valorização do esporte feminino é essencial para que se estimule uma maior ascensão social de jovens marginalizadas e eleve a autoestima dessas mulheres.

O esporte feminino não é tão evidenciado como o masculino, fato que gera uma incoerência e mancha a história do esporte no Brasil. Para se exemplificar isso, a maior futebolista brasileira Marta, seis vezes eleita a melhor jogadora do mundo, não tem patrocínio e não recebe 1% do salário do jogador brasileiro Neymar, o que evidência uma forte discriminação de gênero. Nesse contexto, o combate ao machismo é extremamente importante para que haja um encorajamento das mulheres a optar a seguir carreiras que são dominadas por homens, e mais mentes brilhantes femininas sejam evidenciadas com o intuito de engrandecer e evoluir o Brasil.

Ademais, o esporte é um dos meios que elevam a autoestima do ser humano, porém, o seu acesso é muitas vezes restrito e elitizado, o que impede que tenha um raio de ação maior. Nessa perspectiva, um dos grandes exemplos desse poder de mudança pelo esporte é o da judoca Rafaela Silva, uma mulher negra, homossexual e ex moradora da Cidade de Deus, que por meio do Instituto Reação- criado pelo ex judoca Flavio Canto-  se sagrou campeã mundial e olímpica contrariando totalmente as condições em que estava inserida. Desse modo, um simples incentivo mudou completamente a vida de uma pessoa que vivia em um estado de completa dificuldade e a tornou um símbolo de superação.

Dado o exposto, é necessário uma atuação do Ministério da Cidadania, por intermédio das instituições de ensino, no incentivo de maiores modalidades esportivas nas escolas e universidades brasileiras sem restrições de gênero. Com isso, será obrigatório que todas essas instituições possuam modalidades esportivas gratuitas que saiam da esfera de renda e possibilite o acesso de meninos e meninas de qualquer classe social, fato que irá combater a desigualdade, criminalidade e estigmas sociais. Só assim, através do incentivo do Estado, novas tenistas, futebolistas e judocas surgirão, independente de classe, orientação sexual e crença.