A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/09/2019
Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a um tratamento igualitário e sem distinção de gênero, credo ou etnia. Conquanto, é perceptível que, nos esportes, ainda há bastante segregação e preconceito no que concerne à participação feminina. Diante disso, urge a necessidade de se promover o diálogo, em âmbito nacional, visando mudanças na cultura patriarcal preestabelecida.
Sabe-se que a educação é fator primordial no desenvolvimento de uma nação. Hodiernamente, estando entre as maiores economias mundiais, é racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público eficiente. Entretanto, a realidade não é bem essa e o resultado desse contraste é claramente refletido na permanência de valores arcaicos permeando as interações sociais no país. Um exemplo dessa perspectiva pode ser ilustrado na liberação tardia do acesso feminino ao futebol profissional, direito conquistado apenas em 1979.
Faz-se mister, ainda, salientar que todos são responsáveis pela integração das mulheres no ambiente esportivo. De acordo com o ativista norte americano Martin Luther King, o silêncio dos bons é mais preocupante que o grito dos maus. Diante dessa perspectiva, torna-se evidente que não adianta respeitar a inclusão, sem defendê-la amplamente ou garantir a audiência nas competições.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para a solução dessa inercial problemática. Cabe ao Ministério da Educação reformular o ensino de base, atualmente de essência tecnicista, visando formar cidadãos promotores da igualdade e conscientes acerca da importância do diálogo e respeito mútuo. Ademais, é responsabilidade de cada brasileiro aprender a valorizar as atletas do país e conferir a elas o suporte e a audiência necessária para que consigam galgar espaço na mídia e no mercado. Destarte, espera-se promover maior justiça e inclusão dentro do esporte brasileiro.