A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 09/09/2019

A história das mulheres no esporte começa quando, após poucos anos em que o futebol masculino passou a ser reconhecido como uma profissão, a categoria feminina foi subjulgada e penalizada pela lei que proibia a prática esportiva, uma vez que era “incompatível com as condições de sua natureza”. Anos se passaram, e as atletas brasileiras ainda sentem na pele julgamentos retrógrados dos que não aceitam a igualdade dos gêneros, nem mesmo  no esporte.

As mulheres foram permitidas pela lei a realizar esportes há menos de 50 anos, e desde então, sempre tiveram enorme dificuldades em consolidar a categoria no Brasil. Nos últimos anos têm crescido as obrigações dos clubes para dar visibilidade para as atletas, mas ainda assim, pouco é divulgado e transmitido os campeonatos em TV aberta, já que possuem pouco patrocínio e credibilidade em comparação com o esporte masculino.

Ademais, a participação feminina nos esportes é pouco valorizada e incentivada nas escolas. As crianças crescem sem conhecer a história do esporte feminino e a importância dele. Assim, a manutenção da desinformação e preconceito se perpetuam ano após ano.

Dessa forma, é necessário ações que mudem o futuro do esporte feminino neste país. Os Ministérios da Educação e do Esporte devem em conjunto promover meios de conscientização sobre a história do atletismo, e da importância da participação e da valorização da mulheres para a população. As escolas devem incentivar e promover campeonatos femininos que obtenham igual visibilidade ao campeonato masculino. Assim como Marta, a maior atleta do Brasil disse na copa feminina de 2019, devemos apoiar as mulheres que lutam todos os dias por um esporte igualitário.