A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 27/09/2021

A atual era tecnológica pode ser considerada uma “Quarta Revolução Industrial”, de acordo com o site “BBC”. Conforme as evoluções, a tecnologia surpreende cada vez mais, e a nova relação de trabalho - a uberização -  vem gerando certas ambições pelos quatro cantos do mundo. Isso porque há vontades, e medos em jogo, mas, a tecnologia tem mudado as relações de convívio - como diz “Zygmunt Bauman” em seu livro “Modernidade Líquida”.

De certo modo, a proposta de trabalhar por “conta própria” - definindo sua flexibilidade de horário/jornada - acaba sendo tentadora, uma visão liberal, já que se é pensado, que haverá melhores oportunidades e relações de trabalho. Entretanto, têm prós envolvidos - como a exclusão de: um salário exato, direitos trabalhistas (férias, décimo terceiro, entre outros benefícios) - mas dentre esses fatores positivos e negativos, há muitos que vivem nessa realidade.

Por conseguinte, em meio à pandemia, muitos perderam seus trabalhos fixos e não tiveram outro caminho a recorrer, a não ser o trabalho autônomo. Ainda que, não houvessem opções, muitos trabalhores se sujeitam a uma “falsa liberdade” - gerando assim, diversas incertezas, inseguranças,  até mesmo com a falta de direitos trabalhistas. Para “Karl Marx”, a “Alienação do Trabalho” acarreta em uma alta precarização no trabalho.

Contudo, para que essa precarização seja libertada, é de grande responsabilidade que o Ministério do Trabalho, aliado com o Ministério da Justiça, por meio de aprimoramento e criação das leis, regularizem a faixa salarial e gerem mais oportunidades de empregabilidade, assegurando também os direitos trabalhistas.