A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 26/09/2021
É de suma importância, discutir a problemática referente à “uberização” do trabalho na era em que vivemos. Esse termo relaciona-se a informalidade no mercado de trabalho brasileiro, no qual não há suporte trabalhista e contribui com a desigualdade social.
A princípio, o processo de “uberização” do trabalho pode ser considerado um regresso no âmbito socioeconômico, pois o mesmo contribui para o aumento da desigualdade social em nosso país. Segundo o economista Euzébio Jorge, “os avanços tecnológicos permitiram outro meio de exploração do trabalho”, porque os beneficiados desse serviço são as empresas de aplicativos e os consumidores. No entanto, entre esses pontos encontra-se o prestador de serviço, que arrisca sua vida diariamente, não tem direitos trabalhistas -a não ser que ele pague particularmente- e só é remunerado de acordo com a quantidade de entregas realizadas.
Outrossim, por ser uma atividade solicitada por meio de recursos tecnológicos, entram o aspecto de avaliação do serviço -o algoritmo do aplicativo- que propaga uma competitividade entre os prestadores e uma tensão entre os consumidores. Pois se não tiver uma boa avaliação na plataforma, o trabalhador não recebe a oportunidade de realizar sua tarefa. Além de, contribuir para o desgaste mental do feitor.
Em resumo, a falsa ideia de que o entregador é autônomo, o desfoca da ação de tentar lutar pelos seus direitos e faz com que ele, simplesmente, aceite a situação que está submetido. Portanto, é responsabilidade do Ministério do Trabalho regulamentar esse serviço, criando leis que proteja os direitos desse povo, assim, como o conquistado em 1943, com a CLT. Afim de que os novos serviços mediados por tecnologia, não se torne um meio de exploração que proporciona, apenas, regalias para grandes empresas, já milionárias.