A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/12/2020

Os avanços tecnológicos mudaram o comportamento do consumidor e criaram um novo modelo de negócios sob demanda. Nesse contexto, surge a uberização do trabalho, que nada mais é do que a modernização das relações de trabalho decorrente da popularização dos aplicativos de contratação de serviços, embora esse tipo de serviço seja visto como uma alternância ao desemprego, nota-se um problema de precarização do trabalho que esses indivíduos estão sujeitos.

A uberização é um termo que teve origem no aplicativo uber, já que, foi um dos que mais ficaram famosos e é um termo usado quando existe um mediador entre o prestador de serviço e o usuário que é um aplicativo pelo qual não se responsabiliza pelo bem estar do prestador de serviço, já que, ele não é considerado um empregado nem pelo aplicativo nem pela pessoa que o contratou, ou seja, ele não é protegido por leis trabalhistas. Segundo o IBGE, 4 milhões de pessoas trabalham para empresas de aplicativos de serviços no Brasil sem vínculos trabalhistas.

Além disso, vale ressaltar a desigualdade de gênero que atinge as mulheres neste tipo de trabalho. Além do assédio de clientes e colegas, também há diferenças de salários e desvalorização de serviços. Diante disso, um estudo publicado pela University of Chicago e Stanford University mostrou que o salário total por hora das mulheres motoristas é 7% menor que o dos homens. Portanto, eles são as pessoas mais afetadas por esse processo.

No entanto, para evitar que a insegurança no trabalho afete a vida dos trabalhadores, o poder legislativo deve aplicar um projeto de lei que regule os serviços prestados por meio de plataformas digitais, adote regras que as empresas devem seguir e aplique multas. Aderindo parte dos direitos trabalhistas em garantir o sustento dos trabalhadores e, em última instância, igualar os lucros obtidos e as oportunidades de serviço entre homens e mulheres.