A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 07/12/2020
É perceptível que o desenvolvimento tecnológico transformou as relações comerciais e consequentemente teve impactos evidentes no âmbito trabalhista. A “Uberização” é um estágio da exploração do trabalho, que traz mudanças qualitativas ao estatuto do trabalhador, à configuração das empresas, assim como às formas de controle, gerenciamento e expropriação do trabalho. E, ainda, no Brasil, a uberização tem crescido cada vez mais devido a quantidade de desempregados e pessoas a procura de uma renda maior.
Em primeiro plano, o mundo comercial e virtual se fundiu, fazendo com que surgisse uma nova classe trabalhadora. Dessa forma, é notável que isso é possível devido a um mediador: a Internet, que gera pessoas responsáveis por seu próprio negocio, e, por consequência, não usufrui de direitos trabalhistas, como um funcionário de umas empresas comuns. Ou seja, não se responsabiliza pelo bem estar do prestador de serviço, já que, ele não é considerado um empregado. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal ( STF) decretou que os motoristas não têm vínculo de trabalho com a Uber(aplicativo que gerou o nome “uberização”), reafirmando a informalidade do trabalho. Portanto, essa questão acaba por se tratar de uma adaptação e melhor gestão da renda salarial dessas pessoas.
Segundamente, sabemos que a educação é uma pauta importantíssima no desenvolvimento econômico e também no crescimento pessoal do próprio indivíduo. Uma forma de exemplificar isso é analisar a China que, segundo O Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA), é o país de melhor educação básica no mundo, e possui um Produto Interno Bruto (PIB) com um crescimento anual de 9%. Assim, entendemos que a educação é um símbolo de prosperidade e desenvolvimento, o que faz com que as empresas em geral queiram pessoas cada vez qualificadas para trabalhar. Isso, somado ao desenvolvimento tecnológico faz com que pessoas consideradas menos qualificadas sejam desprezadas no mercado de trabalho.
Contudo, é necessario que medidas sejam tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Governo investir na educação e promover cursos gratuitos e de especialização em diversas áreas predispostas na nossa sociedade, para que assim, os novos trabalhadores saibam como investir e gerir seu próprio negócio. E as pessoas que optassem por trabalhar formalmente, com direitos trabalhistas e regularização no trabalho fariam os cursos de especialização, e assim poderiam ter uma maior competência para conseguir um emprego, par fazer vestibulares nas demais carreiras que desejarem seguir.