A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/12/2020

Desde a primeira Revolução Industrial, ocorrida no século dezoito, as sociedades do mundo inteiro vem mudando cada vez mais pelo advento das máquinas e inovações tecnológicas, que foram evoluindo até a quarta Revolução industrial, vivida atualmente. Devido a adoção de novas tecnologias, o Brasil vem passando pela chamada “uberização do trabalho”: a modernização das configurações trabalhistas decorrente do surgimento dos aplicativos de contratação de serviços. Porém, tal acontecimento pode ser prejudicial para os trabalhadores relacionados, uma vez que eles não  possuem direitos trabalhistas, e por conta disso, tem que arcar com diversos desafios no ato profissional.

De acordo com o inventor Steve Jobs: “a tecnologia move o mundo”. Seguindo a óptica de tal afirmação, pode-se relaciona-la com a chegada da uberização do trabalho, que vem diminuindo, cada vez mais, com as relações de trabalho formal devido ao advento tecnológico , que facilitou as relações entre consumidor e empresa. Contudo, tais mudanças são desvantajosas para os trabalhadores pois, a partir de tal ponto, eles não possuem mais os direitos trabalhistas, já que não existe relação contratual com nenhuma empresa específica. Consequentemente, a empresa não possui nenhuma responsabilidade acerca do trabalhador, como plano de saúde e aposentadoria

Segundo o 7° Artigo da Constituição, todos os direitos trabalhistas, como salário mínimo e seguro desemprego, devem ser garantidos aos trabalhadores urbanos e rurais. Infelizmente, por conta das mudanças sociais analisadas no parágrafo acima, muitos trabalhadores tiveram que se adaptar as novas relações de trabalho atual, o que faz com que eles tenham que arcar com diversos desafios, independentemente de sua profissão. Alguns desafios a se citar são: assumir os custos de transporte, alimento e saúde, proteção contra sua propriedade, e finalmente, a busca por um salário que irá satisfazer as necessidades do dia a dia de cada um.

Para que, a uberização do trabalho seja freada e novas oportunidades de trabalho formal sejam criadas, o Poder Executivo, instituição responsável pelo bem-estar da população, em parceria com o Ministério do Trabalho e o Ministério da Justiça, deve criar, por meio de políticas públicas, uma série de novas leis que garantiriam um número mínimo de vagas para trabalhadores formais nas empresas.