A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 10/11/2020

O mundo contemporâneo e capitalista onde vive-se, demanda cada vez mais de alternativas para tornar o dia a dia do ser humano mais fácil e prático. Baseando-se em tal realidade, infere-se que o uso das tecnologias se tornou, nos últimos anos, ferramenta essencial na movimentação da economia. Nesse contexto, urge analisar a uberização do trabalho como benéfica no que se refere à diminuição do desemprego e a flexibilização da carga horária do trabalhador.

Em primeira análise, conforme dito pelo IBGE, a atividade de transporte, como os motoristas de Uber, absorveu 214 mil novos trabalhadores no período de um ano. Além disso, de acordo com essas pesquisas, houve uma diminuição de 500 mil no número de desempregados no Brasil. Portanto, prestar serviço para empresas de aplicativos tornou-se uma alternativa para aumentar a renda, por meio de um estilo mais informal, flexível e por demanda no mercado de trabalho. Dessa forma, nota-se a importância da uberização para a manutenção do desemprego no país.

Ademais, com o aumento da automação e das inteligências artificiais, responsável pela repetição de tarefas, as pessoas buscam por empregos que permitem construir sua própria rotina, ter autonomia quanto às tarefas e disponibilizar uma agenda flexível para o dia a dia. Sendo assim, com a uberização, tais exigências são atendidas, uma vez que o trabalhador aproveita a oportunidade de ser o protagonista de seu próprio trabalho para buscar por melhores condições de vida.

No entanto, é necessário que medidas sejam tomadas para que melhor se configure as condições de trabalho desses trabalhadores. Logo, o Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, deve melhorar a regulamentação desse tipo de emprego, instituindo um salário mínimo e a imposição de um limite máximo de horas trabalhadas por dia. Dessa forma, visa-se impedir a sobrecarga do trabalhador, além de construir um ambiente digno para prestar os serviços.