A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/10/2020

Na série “The Flash”, o herói e sua equipe utilizam a tecnologia de satélites para identificar onde estão ocorrendo os crimes. Porém, fora da ficção, a realidade é outra. Apesar de a tecnologia já ter se mostrado uma grande aliada no combate a criminalidade, ela ainda não é eficientemente implantada no Brasil. Isso se deve não só pela falta de investimento governamental, mas também pela falta de organização do setor de segurança pública no que tange ao uso desse recurso.

Em primeira instância, cabe destacar a carência de investimentos públicos na tecnologia de combate ao crime como um impasse. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, o Brasil ainda não possui, de forma suficiente, equipamentos como câmeras de vídeo monitoramento, programas de reconhecimento facial, plataforma de denúncias, entre outras tecnologias. Dessa forma, tal circunstância acaba refletindo na criminalidade do país, pois essa falta de investimento dificulta a identificação dos criminosos, o que, consequentemente, impossibilita a prisão dos mesmos, que continuaram a cometer crimes.

Faz-se mister, ainda, salientar que a desarticulação do setor de segurança pública também é um problema. Segundo Arthur Costa, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a tecnologia deve vir auxiliada de treinamento para as pessoas que farão uso das mesmas, o que ainda não ocorre no país. Essa situação contribui para a insegurança do Brasil, haja vista que, sem a capacitação dessas pessoas, as inovações tecnológicas não serão usadas adequadamente e, dessa maneira, não irão ajudar a combater a criminalidade.

Portanto, o Ministério da Justiça e da segurança pública deverá adquirir novas tecnologias de câmeras e programas de reconhecimento facial. Para isso serão feitos estudos com outros países, visando entender o que funcionou nesses locais. Além disso, o mesmo ministério deverá contratar profissionais para prestar cursos capacitantes a quem ficará responsável pela segurança. Assim sendo, espera-se garantir um país mais seguro.