A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/10/2020
Vive-se, na sociedade verde-amarela, uma intensa produção, reprodução e manutenção de recursos tecnológicos e operacionais que asseguram o bem-estar social, político e físico dos indivíduos e as suas relações interpessoais humanas. Porém, diante dessa assertiva, é preciso analisar a escassa acessibilidade no que tange ao acesso desses bens tecnológicos, bem como a ineficiência no uso dos materiais de última geração pelos agentes da lei. Portanto, esses problemas, que se tornaram entraves sociais, precisam de um olhar crítico, a fim de serem solucionados.
Em primeiro plano, é plausível discorrer sobre o poder de compra governamental frente aos avanços tecnológicos necessários para o combate à criminalidade. Logo, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), da Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil, cerca de 50% da renda total do país encontra-se possuída por pouco mais de 10% da população dessa nação. Sendo assim, mostra-se a intensa desigualdade econômica entre as regiões, os estados e as cidades, as quais, pelo alto valor demandado para a aquisição de equipamentos de última geração, ficam à mercê de tecnologias obsoletas e intransponíveis. Logo, é preciso a reparação desse quadro problemático.
Outrossim, é necessária a análise entre a complexidade no manuseamento dos equipamentos tecnológicos e a capacidade dos agentes em manipular os tais. Assim, de acordo com a coluna política do jornal digital Estadão, as academias militares fornecedoras de treinamento especializado em bases de dados e em desenvolvimento de “softwares” de segurança digital são mínimas e, por vezes, precárias. Diante desse dado, percebe-se a intensa estagnação intelectual dos especialistas em detrimento do constante avanço e evolução das novas técnicas de vigilância. Seguindo por esse caminho, é constatada a perpetuação da incidência de crimes e ilegalidades que são incrementadas em aliança aos avanços bélicos e digitais criminais. Diante disso, a solução definitiva para essa problemática é irrevogável.
Face ao exposto, a diluição permanente dos problemas supracitados é imprescindível. Destarte, o Governo Federal deve propor parcerias e acordos econômicos com empresas de tecnologia, comunicação e informação, com o oferecimento de subsídios empresariais e financeiros a estas, para que haja uma universalização do meio tecnológico em combate à criminalidade no âmbito policial. Não obstante, é necessário que as Unidades Federativas, em parceira com a União, amplie as competências e as habilidades das forças policiais para o nível técnico-informacional, dando a essas treinamento especializado, com palestras e reuniões profissionalizantes. Por consequência, alcançar-se-á uma superioridade policial no que se refere ao enfrentamento da criminalidade no contexto atual.