A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/06/2020
´´Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo ´´. O argumento de Marx leva ao pensamento de que é preciso transformar o mundo. Nessa perspectiva, ao se discutir sobre a tecnologia no combate à criminalidade, é fundamental compreender que, a partir da Revolução técnico-científica-informacional, houve várias mudanças nos meios de comunicação, as quais interferiram diretamente nas relações sociais e causaram diferentes modos de comportamento. No entanto, o que se observa é a utilização desses recursos tecnológicos para atenuar a violência, cuja consequência converge-se para a insatisfação de alguns indivíduos, seja na interferência da privacidade, seja no domínio excessivo do Estado sobre os subsídios da modernidade.
Desse modo, cabe analisar o período da Ditadura civil Militar, considerando o monopólio das redes de comunicação para controlar as adversidades emergidas pela sociedade, haja vista que essa atitude também visava a estabilização das tensões, apesar do modo autoritário. Assim, é perceptível a atuação do Governo frente aos desequilíbrios do corpo social, ainda que a demasia do exercício dessa atividade possa provocar outros problemas, sendo estes, relacionados à saúde mental de outros grupos sociais, a qual é afetada por estes mecanismos de vigilância.
Além disso, torna-se importante abordar o conceito de Suicídio anômico de Durkheim para se referir às possíveis consequências desse processo civilizacional, uma vez que, para o sociólogo francês, esse fato social é provocado por excesso de socialização, motivado por instabilidade nesse setor, como é visto na abordagem de câmeras de segurança em diversos ambientes na atualidade, propiciando o aumento da exposição da população e, de certa forma, ampliando as redes de alcance de valores pessoais, o qual ocasiona sentimentos de incômodo e desconforto com possíveis ações extremas.
Portanto, é determinante que o Ministério da Justiça e Segurança Pública explicite a influência da tecnologia no controle da ordem pública para a população, por meio de palestras e propagandas, de modo a estabelecer uma sincronia do pensamento do Estado e dos cidadãos, além de considerar suposições dos próprios habitantes no que tange às melhorias nessa fiscalização. Ademais, é necessário que o Ministério da Saúde ajude na manutenção da saúde mental dos brasileiros, com campanhas de incentivo a consultas psicológica, de forma que mitigue os impactos comportamentais causados pela vigilância. Diante disso, dar-se-á um passo significativo para a solução desse conflito.