A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 03/06/2020

A emergência da sociedade do medo no mundo pós-moderno, evidenciada pelo aumento exponencial dos índices de criminalidade, é corroborada por divergências estruturais, as quais são precursoras da desigualdade em diversos âmbitos. Embora haja grande temor circundando as sociedades e perspectivas negativas no que tange à melhoria do cenário supracitado, avanços tecnológicos surgem visando a atenuar a insegurança que percorre a hodiernidade. Isso posto, visualiza-se a maneira como a tecnologia é indispensável no auxílio à vivência na pós-modernidade.

Teorias Sociológicas da Escola de Chicago inserem a gênese da criminalidade em um contexto cuja carência de produtos e direitos básicos para garantir a dignidade humana é o estopim para práticas criminais, as quais, por intermédio de um determinismo intrínseco, integram parte de um ciclo infindável. Ainda que tal tese sirva para explicar vários acontecimentos relacionados à problemática, esta também permeia núcleos de grande poder influente, tal qual governos, devido à constante busca por manutenção de privilégios. Logo, constata-se que a criminalidade não é característica de um grupo social apenas, sendo que muitos não percebem o exposto.

Nos últimos dias, um grupo de hackers invadiu os sistemas de segurança de países como os Estados Unidos, Inglaterra e Brasil, apreendendo e divulgando dados que incriminam os governos por crimes contra as nações. Mesmo que esteja havendo tentativas de conter o movimento por parte do FBI e CIA, a tecnologia dos hackers afirma-se mais poderosa, contribuindo com as nações supracitadas. Por conseguinte, delineia-se a protagonização da tecnologia para impedir a difusão de crimes que, direta ou indiretamente, dão margem para o ciclo criminal.

Destarte, evidencia-se a necessidade do uso tecnológico para findar atos criminais de núcleos influentes, os quais possuem como consequência as teses da Escola de Chicago. É mister que instituições de ensino, com ajuda de cursos oferecidos pelo SESI e SENAC, induzam o aprendizado do uso dos avanços tecnológicos para garantir a proteção contra a problemática em pauta nas diversas esferas sociais, assim como fez o grupo de hackers. Outrossim, que influências digitais e meios de comunicação incitem a população a pressionar seus governos para a diminuição das desigualdades, as quais são precursoras da criminalidade nas camadas menos privilegiadas.