A supervalorização dos laços sanguíneos leva a sociedade a ignorar problemas familiares?
Enviada em 12/05/2022
O desenho animado norte-americano ‘’Red: crescer é uma fera’’ retrata a história de uma menina chamada Mei Lee que por acreditar que família é sagrada, aceita a superproteção da mãe como forma de se adequar às tradições familiares. Fora da ficção, essa situação é análoga à realidade brasileira, visto que a supervalorização da família também submete várias crianças à aceitarem seus problemas domés- ticos com normalidade. Sob essa perspectiva, é evidente que este entrave está vin-culado não só à má influência midiática, mas também à negligência governamental.
Diante desse cenário, é indubitável que a influência negativa da mídia apresenta obstáculo para a solução de impasses familiares. Nesse sentido, segundo George Orwell, escritor inglês, ‘’A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa’’. Assim, a mídia romantiza casos de abuso e dependência na formação familiar, o que ocasiona complicações na formação de uma geração, já que esse comportamento é normalizado e propaga a perpetuação da problemá- tica. Dessa forma, enquanto a má influência midiática se mantiver, o território brasiliense continuará com um grave problema: a banalização de empecilhos dentro de uma família.
Além disso, um Estado omisso também contribui para esse hábito. Sob essa óptica, John Locke – conhecido como pai do Liberalismo Político – defendia que o Estado era responsável pelo bem-estar social coletivo. Entretanto, o governo bra-sileiro se mostra ineficiente no que tange ao proposto pelo filósofo, posto que ao se tratar de transtornos familiares, as autoridades não medem esforços para criar ações para solucionar o caso. Desse modo, não é razoável que – embora almeje ser nação desenvolvida – o Brasil conviva com problemas familiares por causa de uma regência inexistente.
Depreende-se, portanto, que tanto a interferência publicitária, quanto o Regime Político ausente são impasses para a resolução do problema. Logo, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – órgão responsável pela defesa dos di-reitos políticos brasílicos – junto com o Ministério da Educação deve promover aulas e palestras feitas por profissionais do serviço social, com a finalidade de amenizar os atos problemáticos familial no Brasil.