A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 16/10/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e fatos sociais patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a substituição do caderno por notebooks e por tablets é um fato social patológico. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.

Nesse panorama, o descaso do poder público é um indubitável promotor da substituição do caderno por alternativas digitais. Sob essa ótica, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Conquanto, esse acordo é violado, porque o Estado não orienta os jovens sobre a necessidade de estabalecer uma separação entre estudos e usos de mídias atuais, como celulares. Assim, o aprendizado é dirimido pela inoperância do meio regulador, já que não há um planejamento estratégico para evitar a utilização excessiva de computadores e smartphones.

Ademais, a falta de devido foco dos meios de comunicação é uma imperiosa incentivadora da substituição do caderno por notebooks e por tablets. Nessa conjuntura, conforme a Carta Magna, a imprensa deve cumprir a sua função social. Não obstante, o documento máximo não é respeitado, porque os jornais não evidenciam, obstinadamente, as consequências deletérias da interferência das tecnologias no ensino, como um menor aprendizado em relação à escrita manual. Dessa forma, o progresso da nação é inviabilizado pela passividade da mídia, porquanto preferem a assimilação à denúncia.

Portanto, é mister haver um debate sobre a substituição da aprendizagem convencional por notebooks e tablets. Sob essa perspectiva, os congressistas devem criar incentivos financeiros, como isenções fiscais, para empresas que destinarem parte de seus recursos para promoção de escolas de ensino tradicional, por meio da sanção do presidente, a fim de que haja uma aplicabilidade das ideias de Hobbes e, consequentemente, um país melhor. Somado a isso, com o fito de se cumprir a Constituição Cidadã, as instituições jornalítisticas devem criar campanhas publicitárias, por intermédio da conotação.