A substituição do caderno por notebooks e tablets: evolução ou atraso cognitivo?

Enviada em 30/09/2022

Com a Revolução Tecnológica ganhando cada vez mais espaço num mundo globalizado do século 21, uma das áreas também atingidas foi a educação. Nas escolas e universidades, há estudantes que preferem escrever em seu laptop, tablet, ou qualquer outro dispositivo eletrônico que “facilite” o aprendizado. Contudo, segundo um estudo de 2014 publicado na revista científica “sage journals”, talvez não facilite tanto assim, pois ao invés da pessoa resumir e raciocinar para poder anotar, ela vai simplesmente digitando o que é dito pelos docentes, e isso, na verdade, atrapalharia o aprendizado. Logo, faz-se necessário discutir sobre o possível perigo de anotar em notebooks.

A priori, observa-se que muitos alunos preferem digitar digitalmente pois “traria menos esforço”, o que de certa forma é verdade, pois não exige o raciocínio necessário para que se possa sumarizar as informações de forma coesa e ágil, apenas é preciso pressionar algumas teclas, o que não estimula tanto o encéfalo.

A posteriori, nota-se que o uso de eletrônicos em sala pode fazer com que o aluno se distraia, como reportado por um estudo da universidade de Michigan, pois entram em sites ou apps para entretenimento no meio da aula, em vez de estudar, o que causa desatenção, ou seja, falha no aprendizado.

Destarte, faz-se necessário que o Ministério da Educação, como órgão regente de toda educação nas terras tupiniquins, aliado às secretarias de educação de cada estado, faça parceria com as escolas públicas e privadas para que seja fiscalizado em sala de aula o uso de smart devices, e que somente sejam usados em momentos necessários, para que a educação possa evoluir mais e os alunos aprenderem mais.