A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/08/2021
A melhor maneira de se iniciar uma avaliação deste porte é recorrer a história deste povo. No início do século XVI estima-se que existiam três milhões de indígenas e cem etnias no Brasil, vivendo neste paía há milhares de anos. A chegada dos europeus com seu espírito de exploração, não se restringiu a bens materiais, mas a dominação de vidas, considerando estes nativos inferiores aos portugueses, brancos e evoluídos.
Princípios ruins estão fadados a desfechos desfavoráveis. Nestes 521 anos o povo indígena sofreu expropriação, tortura, escravidão e morte.
Até nos dias de hoje os religiosos apregoam estereótipos chegando a afirmar – e creem nisso – que “índio não tem alma”. A cultura indígena é viva. O mundo foi enriquecido com comidas típicas, saberes medicinais, festas tradicionais e harmonia com a natureza. Tais enriquecimentos, porém, não são valorizados pelas pessoas, que se vêem no direito de violentá-los, tomarem suas terras e de matá-los, como no caso de Galdino Jesus dos Santos, índio Pataxó queimado em 1997.
Portanto, algo deve ser feito. A população deve ser conscientizada, para que hajam protestos e, por fim, hajam mudanças, fazendo a população indígena, marginalizada há séculos, ter, por fim, sua devida vez e voz na sociedade. Afinal, os índios também são gente. Foram e são os primeiros brasileiros, portanto merecem respeito.