A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/10/2019

Em 2018 foi registrado um aumento de 22% de assassinatos a indígenas, sendo em sua maioria, nos estados do norte do país e no pantanal, no estado do Mato Grosso do Sul. Em ambos os lugares, o fator que gera a violência e morte desses povos é a mesma: o conflito pela posse da terra, entre os brasis pelo seu espaço ancestral e a preservação e o agronegócio. A ausência de visibilidade, políticas efetivas e consciência sobre esse povo que habita o Brasil há milênios e que perduram até o século XXI nos faz questionar: que caminhos devem ser tomados para garantir a integração e harmônia com esses povos?

Primeiramente, a intenção de assimilar os povos indígenas a cultura colonizadora e trazer sua plena extinção é histórica no país. Dado ao movimento de “emancipação do índio” em 1973 pelo então presidente Ernesto Geisel, em que visava retirar a proteção desses, garantida pela FUNAI - órgão indígena oficial do governo desde 67 - e comercializar as terras já então demarcadas. Somando esse fator à falta de visibilidade midiática e também no ensino regular com tendência eurocêntrica, temos a marginalização dessa cultura e reivindicações.

Nesse sentido, a guerra pela sobrevivência desde o Brasil colônia e a garantia de direitos plenos sobre sua terra ainda se fazem presentes na atual conjuntura política. A exemplo do aumento de assassinatos em reservas indígenas, invasões para exploração ilegal de recursos naturais e em alguns casos a extinção.

Conclui-se, portanto, a necessidade de uma real integração indígena em nosso país. Em primeiro plano, o governo, por meio de leis, deve punir os responsáveis pelos ataques em áreas demarcadas, multar empresas que promovem a exploração ilegal, através da nomeação de um líder indígena para presidir a FUNAI - responsável por fiscalizar e monitorar - para que não haja superficialidade nas investigações. E ainda, é mister que nas instituições de ensino, a abordagem histórica-cultural dos índios seja obrigatória e de maior carga horária na matéria de História.