A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 15/04/2021

De acordo com o criador e fundador da empresa norte-americana Apple, Steve Jobs - “A tecnologia move o mundo’’ -, porém uma grande parte do mundo não se ‘‘move’’ pois existe uma visível desigualdade com relação ao acesso à tecnologia. Além de que, o uso dessa pode causar, ao mesmo tempo que uma aproximação entre diferentes pessoas, uma divisão entre classes sociais, porque muitos brasileiros si quer possuem internet em seus domicílios, corroborando com o aumento do analfabetismo digital no Brasil.

Em primeira análise, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, IBGE, cerca de 15,2 milhões de habitantes vivem abaixo da linha de pobreza, tendo isso uma percepção mais clara da presente desigualdade social vivenciada por uma parcela dos brasileiros. Ademais, fica em evidência que a pobreza interfere na inclusão tecno-informacional, uma vez que existe altos  preços sobre a tecnologia.

Em segunda análise, na pesquisa Tecnologia da Informação e Comunicação Educação, aponta que 39% dos estudantes de escolas públicas não tem computador ou tablet em casa, tal fato indica a inexistência do acesso a meios digitais em lares de pessoas carentes. Além disso, essa falta evidência cada vez mais cidadãos que não sabem lidar ou ao menos utilizar a tecnologia, sendo que a mesma passou a ser quase que obrigatória no cotidiano.

Logo, em virtude dos fatos, para que haja o fim dessa problemática, cabe as instituições escolares - responsáveis por insentivar o pensamento crítico e criterioso da sociedade -, juntamente com as Esferas Governamentais, responsável por esse impasse, devem insentivar o uso de tecnologia para todos de forma homogênea por meio de doações de computadores, tablets, celulares, dentre outros, em escolas do governo para assim exterminar de vez com a democratização dos meios digitais. Desse modo, criando com isso um Brasil menos desigual e assim, finalmente,   fazendo a “tecnologia mover o mundo’’.