A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/04/2021
Segundo Pierre Lévy, filósofo francês, as sociedades são hiperconectadas e a exclusão digital seria análoga à social. Nesse contexto, a analfabetização digital é um problema contemporânio que não é retratado o suficiente. Consequentemente, cibercrimes vem se tornando manchetes de jornais brasileiros com mais frequência. Sob tal ótica, esse cenário favorece a invasão de privacidade e desrespeito dos direitos humanos.
Desde a Revolução Científica, houve um grande desenvolvimento tecnológico, na qual o seu acesso que favoreceu o contato com uma farta vinculação de informação. Contudo, devido a ausência de uma educação digital, essa realidade não é cumprida por um parcela considerável da população. Nesse viés, de acordo com o Relatório anual The Inclusive Internet Index 2019, o Brasil, no tópico de preparo, mais especificamente na categoria de alfabetização, o país ficou na posição 66ª, em ranking geral de 100 países. Além disso, é válido citar o papel da desigualdade social nessa situação, visto que é um fator que impossibilita o acesso a meios digitais, evindência clara se analisarmos a condição financeira da maior parte da sociedade.
Por conseguinte, é comum, devido a uma incompreensão sobre o real funcionamento áreas da infromática básica, a ocorrência de crimes cibernético. Nesse sentido, é persitente mencionar um crime que ocorreu no começo do ano de 2021, no qual, conforme a empresa da tecnologia PSafe, dados pessoais de 223 milhões de brasileiros foram roubados. Ademais, como Lévy afirmou, essa desinformação sobre o campo digital traz uma forma de exclusão, visto que, atualmente, muitas tarefas cotidianas estão se digitalizando.
Em suma, são necessárias medidas que atuam na resolução da questão do analfabetismo digital. Para tanto, as instituições escolares devem adicionar aulas de informática no currícula escolar desde as séries primárias, tendo em mente a criação de uma relação de acessibilidade e relevância com o mundo virtual. Outrossim, em conjuntura com o Ministério da Educação (MEC) e ONGs que trabalham na área da educação digital, proporcionar curso específicos a cada faixa etária e nível de conhecimento, locais para acesso e palestras, instruindo-os à alfabetização digital. Enfim, a partir dessas ações, a sociedade hiperconectada de Pierre seria acessível a todos.