A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 05/03/2021

O empresário Steve Jobs, criador da Apple, afirmou que a tecnologia tem grande influência no mundo contemporâneo. Sob essa óptica, no contexto brasileiro tal perspectiva não se faz presente visto que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Assim, é lícito afirmar que a desigualdade social e a falta de formação no âmbito educacional contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

Primeiramente, é preciso salientar que a disparidade econômica é uma causa latente do problema. No relatório da revista britânica “The Economist”, o “The Inclusive Internet Indez” de 2019, o Brasil ocupa a trigésima primeira posição de cem no ranking que avalia o preparo, facilidade de acesso e disponibilidade do ciberespaço. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno do acesso ao meio virtual, o que contribui com o aumento do analfabetismo digital da população, tornando assim a sua resolução mais dificultada.

Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é a pouca formação no âmbito educacional. De acordo com o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base um problema educacional. No que tange à questão do analfabetismo digital no país, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem nenhum acesso aos aparelhos digitais nas salas de aula, visto que não tem alguma admissão à rede.

Portanto, saber utilizar um computador ou até mesmo um smartphone é importante já que as relações sociais também são intensificadas por esses aparelhos. Para isso, é preciso que o MEC (Ministério da Educação), em parceria com as prefeituras, amplie as novas tecnologias nas escolas por meio da distribiução de verbas para a aquisição de aparelhos modernos, assim as comunidades terão disponibilidade de usar o ciberespaço, diminuindo o índice de analfabetos digitais no país. Dessa forma, o Brasil saíra da trigésima primeira posição do ranking do relatório da revista “The Economist” dado que a população terá mais aproximação à internet.