A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A Magna Carta brasileira garante os direitos à educação, à assistência aos desamparados e à justiça. No entanto, esses direitos são contestados uma vez que, de acordo com o IBGE, 170 milhões de brasileiros não sabem utilizar plataformas digitais corretamente. Independente do fato que a técnologia permitiu a democratização do acesso a informação, deve ser observado que boa parte da população não tirará proveito desses recursos devido ao analfabetismo digital, para essa questão ser revertida é de extrema importância que a desigualdade social presente no âmbito escolar seja extinguida, assim como a regulamentação das leis que regem o sistema educacional brasileiro são necessárias.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não introduzir aulas de infórmatica nas escolas, palestras de ensino como essa, além de preparar os alunos para o mercado de trabalho, atuam como prevenção ao analfabetismo digital. Indubtavelmente, a falta de acesso à educação de qualidade, que é um consequente da desigualdade sócio ecônomica do país, é um empecilho na busca pela alfabetização dos cidadões, ou seja, a falta de investimento governamental na educação brasileira resulta em uma grande taxa de analfabetos digitais o que causa grande dificuldades na busca por empregos e tem como consequência uma taxa ainda maior de desempregados, de conformidade com o veículo de informações G1 notícias, atualmente o país possui cerca de 11,6 milhões de desempregados, o que fez com 66% das empresas que atuam no setor indutrial critiquem a falta de mão de obra qualificada.

Além disso, é de conhecimento público que a falta de regulamentação de leis na federação tem sido um empecilho no combate ao analfabetismo digital. Isso tem como consequência a falta de compromisso dos órgãos públicos na implantação de aulas, que permitiram o estudo dos avanços técnologicos presentes na sociedade atual nas escolas e faculdades, de maneira a dificultar que os cidadões brasileiros busquem se interessar sobre esse assunto. Portanto, a interferência estatal é indispensável para que esses obstáculos sejam superados.

Devido à desigualdade social e à falta de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação junto ao Ministério da Propaganda organizem palestras semestrais, por meio de pequenos comerciais para conscientizar a população sobre os benefícios do uso da técnologia e proporcionar cursos gratuitos que ensinaram a utilizá-la, além de promover aulas nas escolas que terão com a finalidade incitar debates sobre a importância do alfabetismo digital.