A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A Revolução Industrial do Século XVIII,na inglaterra,mostrou para o mundo como a transformação no modo de realizar o trabalho tem grande impacto nas relações interpessoais. Nesse sentido,cabe ressaltar que cada avanço deixa uma parcela da sociedade para trás. Analogamente ao que ocorre hoje,sobretudo em países emergentes como  o Brasil, em relação ao avanço tecnológico que se entranha em todos o setores da sociedade, o que faz com que quem não acompanha a massa tenha prejuízos no lazer ,educação e trabalho.

Em primeiro plano,vale lembrar que o desenvolvimento tecnológico em si não é uma coisa ruim, o problema é a falta de preparo para recebê-lo. Dessa forma, ainda segundo Karl Marx, “vivemos em uma eterna guerra de classes”, uma vez a maior parte da população não goza de seus plenos direitos e , assim, não se sente pertencente ao todo que a compõe.

Em segundo plano, é preciso ter em mente que há muitas maneiras de de dominação social, e negar acesso a educação digital é uma delas. Em consequência disso, a análise acerca de como a idelogia compartilhada pelos membros da nação molda as ações individuais do ser humano ,base dos estudos do sociólogo alemão Max Waber, é de suma importância para entender as desigualdades deste País.

Portanto, não é preciso elaborar um pensamento muito crítico para entender que o analfabetismo digital é proposital, na medida  que a segregação já é cultural no Brasil. Por isso, o governo deve criar juntamente com o Ministério da Educação(MEC) programas de incentivo a incorporação no campo tecnológico, com a contratação de prefessores de informártica para dar aulas em salas contidas em escolas públicas para grupos de diversas idades(principalmente idosos), o que promoverá interação entre as mais variadas pessoas, no intuito a democratizar o acesso à rede e garantir cidadania. Desse modo, os habitantes mais fragilizados sentirão que há, sim, uma parte que lhes cabe neste latifúndio.