A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

O empresário Steve Jobs, criador da Apple, afirmou que a tecnologia tem grande influência no mundo contemporâneo. Nessa perspectiva, o contexto brasileiro não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Diante disso, faz-se necessário conter a questão agravada, devido não somente a desigualdade tecnológica mas também a falta de formação no âmbito educacional.  Assim, discutir sobre esse impasse é essencial para o combate da falta de instrução.

Em primeiro lugar, de acordo com o índice de Gini - medida que classifica o grau de desigualdade no país-, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais no mundo. Ademais, essa cruel disparidade faz com que parcela da população não tenha conhecimento tecnológico, o que resulta em uma impossibilidade de se adaptar no uso dessa ferramenta. Dessa forma, parte do povo brasileiro, devido a sua condição social, é impedida de ter acesso á tecnologia, fato que consequentemente agrava essaq problemática.

Além disso, é importante destacar a falta de uma educação formadora como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Segundo Roger Chatier, grande historiador contemporâneo, a escola deve funcionar de modo a ser uma ponte em que o poder público intervém na formação da sociedade, inclusive, no âmbito digital. Entretanto, no Brasil esse ideal não é concretizado, uma vez que, de acordo com o IBGE, em 2018, havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com mais de 15 anos. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente os seus discentes o entrave do analfabetismo na tecnologia perdurará sobre o país.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar o analfabetismo digital em todo território brasileiro. Em suma, é importante que governo invista em regiões menos favorecidas para proporcionar condições igualitárias de acesso aos meios tecnológicos. Por conseguinte, cabe as escolas e ao Ministério da Educação, divulgar programas e campanhas que incentivem a escrita e leitura – como o Projeto Nacional de Alfabetização (PNA)-, por meio de trabalhos escolares e tecnológicos que envolvam alunos e familiares, a fim de influenciar a aprendizagem. Somente assim, o país poderá progredir de uma forma igualitária,de acordo com o índice de Gini.