A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Durante anos do período republicano brasileiro, os cidadãos iletrados não tinham o direito à voto, obtendo-o somente através da emenda constitucional de 1985, o que evidencia a marginalização dos analfabetos no país ao longo da história, fato ainda pertinente hodiernamente. Nesse contexto, não há dúvida de que o analfabetismo é um desafio no Brasil, o qual ocorre, infelizmente, devido não só às desigualdades sociais, como também ao descaso do Estado com a educação pública.
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação, à igualdade e ao bem-estar social. Todavia, a realidade é justamente o oposto, refletida no número alarmante de analfabetos no Brasil em razão das disparidades sociais do país. Uma comprovação desse problema está nos dados coletados pelo IBGE em 2019, que mostra que 14,8% da população com mais de 15 anos da região Nordeste era analfabeta naquele ano, local esse considerado como o mais pobre do país pelo mesmo Instituto. Nesse sentido, é inaceitável que esses direitos previstos em lei continuem sendo violados, visto que muitos indivíduos precisam abandonar a educação para que possam trabalhar e sobreviver.
Portanto, medidas são cruciais para que o índice de analfabetismo brasileiro seja mitigado. À vista disso, faz-se necessário que o Ministério da Educação, responsável pela garantia do direito ao conhecimento, juntamente com as escolas, crie projetos de visitação domiciliar de idosos, com palestras ministradas por professores promovendo a iniciação ao estudo, destacando sua importância e oferecendo vagas a eles nas instituições de ensino, a fim de que essa parcela da população seja incentivada a assegurar o seu direito à educação.