A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

O filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese sobre a vida líquida, fez críticas aos comportamentos egoístas da humanidade. Nesse contexto, no que tange a respeito da questão do analfabetismo digital no Brasil, percebe-se a configuração de um problema, devido a ausência de políticas que visam o conhecimento tecnlógico, além do indivíduo não possuir acesso aos mecanismos tecnológicos.

Nessa perspectiva, vale destacar que a Constituição Federal de 1988 garante que todo indivíduo possui o direito de ter acessibilidade às novas tecnologias, ou seja, independente da idade ou do sexo da pessoa, ela merece ter os mesmos privilégios e recursos que outra tem. Ademais, torna-se  exemplo como o uso dos mecanismos digitais, a dificuldade em acessar as redes sociais e aplicativos em geral,  isso se dá pela falta de alteridade do próximo, uma negligência em ensinar à pessoas que não possuem acesso ao conhecimento da tecnologia.

Nesse sentido, é importante frisar que o Brasil é um dos países com maior taxa de desigualdade do mundo, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), logo, reflete esse problema em relação ao uso de recursos tecnlógicos. Outrossim, assim como alguns possuem dinheiro para qualificar-se e ter poderio digital, outros não podem ursufruir desse mesmo direito, tanto em objetos como celulares digitais, computadores, quanto em cursos de informática e até moedas , como “bitcoins”, isso demonstra o porquê da existência do analfabestismo digital no território brasileiro.

Portanto, é necessário que o Ministério da Ciência e Tecnologia, que rege a administrar as inovações tecnológicas do estado, promova políticas públicas que visam o conhecimento digital, por meio de aulas gratuitas e acessíveis a toda idade e sexo. A principal finalidade disso é reduzir o índice de pessoas que não saibam usar a internet e seus derivados, além de garantir um sentimento empático na população, em que todos possam exercer a sua cidadania , em uma sociedade mais igualitária.